Love: você vai curtir essa série

Love é mais uma série original do Netflix, essa plataforma que mudou a maneira de consumir conteúdo no mundo todo. Quando há “original Netflix” então, quase sempre, temos a certeza de ser algo bom. E Love não decepciona.

A série conta a história de Gus Cruikshank e Mickey Dobbs, ambos na casa dos 30 e terminando (retomando e terminando de novo) relacionamentos. É uma história romântica, engraçada, com os ingredientes das comédias românticas padrão: conta como eles se conhecem, tem o conflito e tem a reconciliação (ou não).

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Mas isso não é demérito nenhum. É até o que você procura e espera quando clica em “assistir”. Por outro lado, também tem duas pessoas tão normais quanto “quebradas”, perdidas em suas histórias de vida, em momentos de transição. Pessoas com defeitos, como Gus e a sua passiva-agressividade, insegurança e certa inferioridade; e Mickey com a maneira extrema de usar o corpo como tubo de ensaio, além de solução à qualquer eventual problema.

Os personagens coadjuvantes são ótimos, bem definidos e servem também de alívio na tela, quando se trata da vida maluca dois dois protagonistas. É o momento pra rir de fato, gargalhar até, a depender das situação.

Love é amor (ooownnn)

Essa resenha não é sobre técnica, atuação, fotografia, direção. É sobre sentimento. E ao longo da série você sente um monte de coisas: raiva dos personagens, pena, desdém, amor. Os 10 episódios não perdem a qualidade. Alguns se sobressaem no humor, como o encontro romântico entre Gus e uma personagem, outros no drama, outros na excentricidade. Todos são sobre o cotidiano. Você segue na vida daqueles dois e torce pra que algo funcione – mesmo que não fiquem juntos. Ou que fiquem! É mais ou menos isso.

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“Cara, fica com essa, larga essa doida pra lá!”. Ou então: “Segue sua vida, vai viajar, se mexe!”. Vez ou outra você pode jogar o controle remoto na cama e dizer “eu desisto”, quando algo surrealmente maluco acontece.

E é isso que me fez gostar da série. É a vida. Quando você dança que nem um doido suando por aí, bebe demais com alguns amigos, sai em busca da noite inesquecível ou chora vendo um filme repetido qualquer.

Quando o tédio abre a porta e invade, você luta preenchendo o tempo (como Mickey). Olha pra trás, olha pra frente e se pergunta “e agora?”, como Gus. Não aceita que alguém seja diferente, idealiza, tenta moldar…

Love é a história divertida e melancólica da vida de duas pessoas que você sente que conhece de algum lugar. É sobre escolhas boas e ruins, sobre relações, sobre ir ao castelo dos mágicos e cada um gostar de algo diferente, brigar por não aceitar isso, e depois entender que somos pessoas únicas, com qualidades e defeitos próprios. E que gostamos e “somos gostados” sem saber o porquê – e no final é isso que importa!

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Author
Jornalista, escritor de “Tony Moon: está tudo fora de controle, cara!”. Colaborei com a Superinteressante, Vida Simples, youPIX e um monte de lugares! Fundador e Editor do Bacanudo, curioso pra caramba e um sujeito bacana!